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Meu primeiro Voluntariado não esqueço

A minha primeira participação em organizações conformadas de forma voluntária resultou de meu envolvimento pioneiro com os microcomputadores. Durante a minha jornada corporativa, participei da criação do Grupo de Usuários Microsoft no Brasil, cujo objetivo era disseminar o uso dessa nova tecnologia.
Graças ao meu envolvimento neste Grupo, tive a oportunidade de servir como intérprete para Bill Gates durante alguns momentos de sua primeira visita ao Brasil (1987), e ter o privilégio de uma longa conversa individual com ele. Em 1989, com a instalação da subsidiária da Microsoft no Brasil, este grupo perdeu tração, mas o vírus do voluntariado já tinha me infectado.
Colunista na Imprensa Especializada
Assim que passei a trabalhar como consultor autônomo, fui convidado a escrever artigos de forma regular na imprensa especializada em Tecnologia da Informação. Essa forma de escrita me permitiu ter colunas publicadas em revistas como Byte Brasil e InformationWeek (da editora atualmente denominada IT Midia), Exame Informática (da editora Abril), Developers (da extinta editora Axcel), Conecta (da extinta editora Manchete), além de várias outras.
Com a evolução da tecnologia, algumas destas revistas deixaram de ser publicadas, enquanto outras migraram para o formato de portais na Internet. A minha participação mais longa foi no portal da InformationWeek, no qual, somado com o tempo da revista, contribui durante quase vinte e cinco anos. Alguns dessas centenas de artigos estão disponíveis aqui neste site.
Outro formato ainda mais recente, a publicação de conteúdo em vídeo, me permitiu ser âncora do canal do YouTube RNTI TV, onde desenvolvi entrevistas com personalidades do universo da tecnologia não apenas no Brasil, mas de outros países (com entrevistas desenvolvidas em inglês e espanhol). Este canal é de propriedade da Revista Nacional da Tecnologia da Informação.
Entidades Empresariais
Após ter criado minha primeira empresa, e graças à visibilidade que a publicação de artigos me conferia, acabei entrando no ‘radar’ de pessoas que nem conhecia. Durante os anos 90, recebi um convite da Associação de Empresas de Tecnologia do Estado de São Paulo, conhecida pela sigla Assespro, para filiar a minha empresa.
Ainda nos anos noventa, fui convocado por Ernesto Haberkorn (fundador da Microsiga/Totvs), então presidente da entidade paulista e da equivalente nacional, a representar a Assespro em um grupo de trabalho criado pelo Ministério das Comunicações, liderado pelo Sérgio Motta (era ainda o primeiro mandato presidencial de Fernando Henrique Cardoso). Daí em diante recebi diversas outras ‘missões’ e inúmeros cargos nesse sistema de entidades empresariais, incluindo diretorias e presidência tanto na entidade paulista, como vários cargos na entidade nacional (atual Confederação Assespro), na Federação Iberoamericana de Entidades Empresariais de Tecnologia (ALETI, incluindo a presidência e vice-presidência em vários mandatos) e na WITSA, que congrega entidades do tipo a nível global.
As experiências acumuladas neste sistema de entidades são a base do conteúdo do meu livro “Juntos Somos Mais”, sobre o qual você pode saber mais aqui. Este livrou marcou o início da minha trajetória para além da literatura técnica. Seu título se transformou no slogan da Federação Assespro. E minha dedicação a esse movimento me levou a ser o primeiro homenageado nos cinquenta anos da Assespro.
Grupos de Apoio Mútuo
Graças a toda experiência anterior, quando os desafios que a vida nos apresenta de forma inesperada me levaram a participar de grupos de apoio mútuo dedicados a apoiar familiares de pessoas envolvidas com drogas e álcool, comecei a fazer questionamentos e tratar os temas relacionados desde perspectivas inéditas.
Foi assim que, em poucos anos de participação, acabei desenvolvendo não apenas um relacionamento pessoal mas uma intensa amizade com o padre Haroldo J. Rahm, SJ, pioneiro no processo de atenção a esse tipo de problema no Brasil. Um dos frutos dessa relação é o meu livro As Sete Chaves da Oração da Serenidade, no qual ele escreveu o prefácio, pouco antes de seu falecimento com quase cento e um anos de idade.
Desta amizade com padre Haroldo e as muitas conversas que tivemos, ainda há muito material a ser trabalhado. Alguns frutos já são públicos, como o grupo de apoio mútuo Amor Consciente, que ajudei a fundar, e a metodologia Signolife, destinada a (re)construir nossas vidas, principalmente após períodos de grandes dificuldades.
Rede Mundial de Palestrantes e Escritores
Padre Haroldo, embora naturalizado brasileiro há décadas, nasceu no Texas e nunca esqueceu de suas origens. Por isso, ele lançou o desafio de publicar o livro As Sete Chaves da Oração da Serenidade nos Estados Unidos, em inglês.
Para atingir este objetivo, também participo ativamente da International Speaker Network, uma rede global de escritores e palestrantes com sede na California, por meio da qual obtive a participação em diversos podcasts nos Estados Unidos, na Austrália e outros países, e uma rede de relacionamento que inclui agentes literários.
